sexta-feira, 9 de novembro de 2012

O parar do Tic-Tac


Um quarto. Um espaço vazio e um relógio. Tudo escuro em volta. Então o tic-tac para. E eu me perco. Meu mundo parou. Nem avança e nem retorna. As colunas que sustentam a mente desmoronam e o que se chama de vida vem abaixo, desabando. O peso dos escombros aumenta cada vez mais. Realidade em choque. O desespero sorri sarcasticamente em sua direção. A solidão levita nos campos vastos da tristeza. Uma imagem do futuro se desmancha. A vida parece nunca ter existido. E eu me pergunto: Por que?! Por que dessa forma?! Será a culpa toda minha?
Vou cavando minha cova.